Eles corriam em volta da fogueira. Eu estava tão bêbado que já achava tudo engraçado. Pegaram o galho de uma árvore e improvisaram uma tocha. Não achei tão estúpido quanto deveria, na verdade era muito bonito. O pedaço de madeira pegava fogo e soltava brasas que lembravam estrelas cadentes caindo, aos poucos, até morrerem na grama. Alguém então lembra dos violões e começamos a tocar qualquer coisa. Erramos algumas notas, mas ninguém se importa com isso. Todos tinham bebido muito. Era uma grande noite.
Fizemos isso algumas vezes durante o ano. Quando o dia amanhecia estávamos todos quebrados e espalhados pela casa . Eu normalmente acordava antes dos outros e ia me sentar na varanda. A fogueira nessa hora já tinha se transformado em cinzas, e a euforia da noite fora substituída pelo silêncio da manhã.
São essas as minhas melhores lembranças dos tempos da escola.